
Altura para mais um review cinematográfico! Desta vez do filme A Onda.
Numa escola secundária, onde o tema da aula é a Autocracia, alunos confessam estarem fartos de receberem avisos sobre o seu passado Nazi e que não têm nada a ver com o assunto.
O professor então desafia-os de forma pouco ortodoxa e aos poucos cria uma onda separatista. Ao longo da semana de trabalho, vai introduzindo ao grupo pequenas adições (a ordem, o uniforme..) que tipicamente caracterizam os sistemas ditatoriais. Os alunos aceitam a "brincadeira" com ânimo e num instante e de forma inconsciente assimilam também as outras características: exclusão dos que não seguem a mesma ideologia, dificuldade em pensarem por si próprios...
E, ao longo da semana, nota-se o escalar do movimento, fortemente influenciada pelas dúvidas inerentes ao ser adolescente. Os mesmos que diziam ser impossível numa alemã actual onde o passado ainda é vivamente recordado, facilmente se deixam cair num sistema mais fácil que o dia a dia onde se podem sentir integrados. O filme tem o poder de mostrar diversos conflitos a diversos níveis de imersão dos personagens. Afinal não é preciso muito para criar algo tão perverso como um sistema fascista e que a mente humana é bem mais frágil do que pode parecer.
A dúvida que me surge no final é se será realmente possível um movimento deste calibre acontecer.
Afinal, existem diversos grupos de extrema direita mas que são auto-contidos e nunca têm um crescimento muito acentuado. Neste caso (do filme) o crescimento é explicado de forma simples: são crianças e adolescentes, menos conscientes e maduras, que aderem ao movimento sem pensarem nas consequências. Assim, ainda há alguma esperança para a espécie humana apesar de haver por ai muito adulto que não bate bem da tola.
Fica a recomendação. No porto, o filme sai das salas de cinema esta noite (Arrábida), no entanto deve aparecer em DVD nos proximos meses.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
A Onda / Die Welle
terça-feira, agosto 05, 2008
Wall-E com sotaque
No sábado passado fui ver o Wall-E. 10:30 da manhã, em Português e rodeado de crianças. Felizmente escolhemos uns lugares que não tinham cadeiras atrás, logo nada de pontapés nas costas da cadeira.
Mas sobre o filme.. ainda o gostava de o ver na versão original que suponho que seja muito melhor do que nomes personagens com nomes estúpidos.
Mas tirando o som (as músicas ao menos não eram dobradas) queria falar sobre o filme em si:
Estava à espera de melhor. Wall-E é fantástico. Eve tenta lá chegar.. M-O é delicioso. Mas as personagens humanas são de uma pobreza franciscana. A história à volta destes também deixa muito a desenhar.
Assim, vale a pena pela animação e pelo robot e as suas muitas peripécias. Mas fica algo a faltar no final...
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quarta-feira, maio 21, 2008
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sexta-feira, abril 25, 2008
Sessão Dupla
Queria falar sobre dois filmes que vi "recentemente". Gostava de conseguir fazer uma review mais elaborada, pois creio que os filmes o merecem, no entanto por agora vai ter que ficar apenas uma curta referencia.
Ambos são passados no leste europeu (Sérvia e Russia) e retratam o mundo actual apesar de se facilmente julgar que poderiam ser passados a 20 anos atrás. Marcam principalmente por se referirem a como o ser humano reage perante adversidades e a falta de controlo.
O primeiro é "The Half Life of Timofey Berezin" ou "PU-239"
Um trabalhador de uma central nuclear algures na Rússia é sujeito a grandes doses de radiação e desesperado pela falta de ajuda das autoridades rouba pu-239 (que é um daqueles ingredientes bons para fazer bombas atómicas) para vender no mercado negro em Moscovo. No entanto a sua intenção não é tão facilmente concretizável e o tempo esgota-se.
O filme prima principalmente pela dualidade de conflitos internos: por um lado o desejo do personagem conseguir efectivar a venda para poder cuidar da família e por outro o risco que é vender um produto que se sabe que não trará paz e felicidade ao mundo!
O segundo filme é "The Trap" ou "Klopka"
A necessidade de pagar por um transplante de coração do filho, põe a beira do precipício um casal. Sem uma solução à vista, é proposto um negócio que pode salvar o filho: matar um homem. 
Ficam as sugestões.
sábado, março 08, 2008
Relatório de Sexta à Noite
Ando mesmo sem ideias para escrever, ou melhor dizendo, ando sem ideias para escrever textos longos.. ou isto engata num discurso corrido, sem virgulas e a parecer a vomitado.. ou então não sai nada! Talvez mova o twitter (que está ali ---->) para o topo uma vez que actualizo-o mais frequentemente e mostra melhor os meus estados de espírito!
Mas vamos lá fazer uma tentativa:
Ontem à noite, fazer de motorista ao menino N. e ficar a rogar pragas aos comboios da CP que, para não variar, se voltaram a atrasar 30 minutos. Claro que à custa disso chegamos atrasados ao Rivoli [o kimboio chegou às 11, o filme começou as 11 - façam as contas].
Entrados na sala aos trambolhões (nem direito a uma lanterna, foi mesmo recorrendo aos telemóveis para ter alguma luz) lá nos sentamos e ficamos em estado de choque. Ao contrário do indicado no site, o filme era legendado em francês! Confesso que o meu conhecimento da lingua está francamente pobre. Apesar de haver diálogos em inglês na maioria do filme, havia partes em alemão que me passaram totalmente ao lado. Ia pescando uma ou outra coisa do pouco francês que me lembrava mas mesmo assim grande parte do filme passou-me ao lado. Sem dúvida a rever com cuidado (e legendas) pois do que percebi gostei.
Além disso, sou capaz de começar a ver filmes com legendas em franciú! Não estou à espera de aprender muito, mas apenas o suficiente para seguir conversas [isto se encontrar legendas em francês, uma vez que os ditos são adeptos das dobragens].
[outra coisa que queria dizer] Já estava à espera que várias pessoas abandonassem o filme a meio [especialmente com falas em alemão e legendas francesas] mas não estava à espera que um casal chegasse a 3 minutos do fim (eu contei).
Mas saindo do Rivoli, foi seguir para o Piolho para se encontrar com o resto da malta. Engraçado como éramos um grupo grande e de repente foi tudo para casa com dores de cabeça e ficamos só 4! Destino: Tendinha! Só tinha ido lá uma vez antes no longínquo ano de 2006, mas o registo não mudou muito. Música fantástica, e muito fumo..
[porquê que todos os bons sítios têm fumo... porquê???? Mundo Cruel]
E venha a próxima que hoje é dia de batô! Quem alinha?
sexta-feira, março 07, 2008
Fantasporto
Se alguma vez já fui ao fantas.. sinceramente não me lembro. Apesar de ser adepto de cinema fantástico, não sou de terror e por isso sempre que os meus amigos iam eu escusava-me. No entanto hoje é dia de Europa do realizador Lars Von Trier.
Depois do filme, logo se verá.
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Sem Tremuras
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quarta-feira, outubro 24, 2007
A Outra Margem

Um filme que toca em dois lados sensíveis da sociedade: os travestis e os deficientes mentais. No entanto gostei da forma como encara os dois mundos apenas do lado mais alegre. Não fica telenovela mexicana. Acho que é a primeira vez que saio de uma sala de cinema após ver um filme português e não digo "não gostei". Longe de um excelente filme, ainda tem as marcas que caracterizam o cinema Luso: arrastado, com actores a debitarem frases soltas mesmo aquando dos diálogos. Creio que poderiam ter explorado mais a transformação, afinal era o tema do filme.
Só tenho pena de o ter ido ver sozinho apesar de ter 2 convites (ganhos ao tozé). Como só soube em cima da hora não deu tempo para correr a lista telefónica. Ainda tive para oferecer o outro à primeira menina que me aparecesse pela frente... mas era só casalinhos!
PS: A banda sonora pareceu-me muito baseada em Wim Mertens [The Belly of an Architect].
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01:10
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tremuras
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