domingo, novembro 13, 2005

A circulação fiduciaria

É triste confessal-o, mas um exame, ainda que perfunctorio como este, provaria que a maior parte das industrias vivas tem sido gradualmente abandonadas á actividade dos estrangeiros: é assim a navegação, as minas, os caminhos de ferro, os telegraphos, etc. O livre-cambio, a que nos abraçamos, é o maior propulsor de desnacionalisação.
Ficam para os nossos capitaes e agiotagem, para a nossa mocidade a emigração e o bacherlato.


J. P. D’Oliveira Martins, A circulação fiduciária, 1899


A primeira edição data de 1878, o que quer dizer que quase 130 anos depois, continuamos exactamente na mesma? Desculpem mas não é normal!
Como é que em tanto tempo não conseguimos construir uma industria que rivalizasse com a dos paises vizinhos?

Já agora: "Fado, Futebol e Fátima", não vos faz lembrar nada? Hoje em dia não se fala de muitas outras coisas...

1 Tremura:

Maquiavel, por acaso MBA disse...

Espantoso!

Faz lembrar um relato maisoumenos da mesma época acerca da Finländia onde, grosso modo, se diz que eles säo... como säo hoje em dia!

Näo é defeito, é feitio!

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